ACASE promove Semana Ler é um remédio e impacta centenas de crianças com literatura e esperança

Mais de mil livros, dezenas de voluntários e um propósito: transformar dor em esperança por meio da leitura e do Evangelho. Entre os dias 6 e 10 de abril, a ACASE realizou a edição 2026 da Semana Ler é um remédio, mobilizando voluntários e parceiros em uma grande ação de incentivo à leitura. A iniciativa aconteceu em três frentes: na Tenda do Acolhimento, no Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB), nos dias 6, 8 e 9; no Hospital da Criança de Brasília (HCB), no dia 7; e, no dia 10, no Projeto PIB Viver, promovido pela Primeira Igreja Batista no Guará, com crianças em situação de vulnerabilidade social da Cidade Estrutural (DF). A Semana Ler é um remédio consiste na intensificação do programa permanente da ACASE, que utiliza a literatura cristã como instrumento de cuidado, consolo e evangelização. Durante a ação, cerca de 1.200 livros foram distribuídos, sendo mais de 700 destinados ao público infantil. Ao todo, 19 voluntários se revezaram ao longo da semana para levar não apenas livros, mas também atenção, carinho e palavras de esperança às crianças e suas famílias. Só no HMIB, mais de 500 pessoas, entre crianças e adultos, pacientes internados e apenas em consulta, receberam algum tipo de literatura cristã. O acolhido Wellington Fernandes Xavier, morador de Brazlândia e pai da garotinha Y.I.P, de 9 anos, paciente renal crônica, destacou o valor do presente recebido: “Eu recebi uma Bíblia e um livro de mensagens curtas que, já no ônibus, voltando para casa, li quase metade. Saí do hospital muito triste com o que ouvi dos médicos, mas a leitura do livro renovou as minhas esperanças e aumentou a minha fé”. Vice-presidente da Acase, Yan Victoria, que participou com os filhos Paulo e Tito e a esposa Thaícia do quarto dia da ação, celebra os resultados colhidos na edição 2026 da Semana Ler é um remédio: “É o segundo ano da Semana e, pela segunda vez, nos emocionamos em notar como uma literatura e um sorriso dados fazem a diferença para quem está no ambiente hospitalar. Nós acreditamos nesta ação e no poder desses livros de transformar histórias”. O encerramento da semana aconteceu no Projeto PIB Viver, com crianças da Cidade Estrutural, em um momento marcado por alegria e acolhimento. Viviane Santoro, responsável pelo projeto, celebrou a parceria: “Foi muito além das nossas expectativas. Somos gratos pelo carinho de terem vindo encerrar a Semana Ler é um remédio com nossas crianças da Estrutural”. A realização da Semana Ler é um remédio contou com o apoio essencial de uma parceira frequente da ACASE: a Sociedade Bíblica do Brasil, responsável pela doação de mais de mil livros, o que possibilitou a ampliação do alcance da ação neste ano. Além de incentivar a leitura no árido ambiente hospitalar, a Semana Ler é um remédio configura-se um importante instrumento da ACASE para levar esperança, fé e cuidado a quem enfrenta momentos de fragilidade, transformando histórias em ferramenta de cura e presença. ACASE leva Semana Ler é um remédio ao Hospital da Criança Distribuição de livros infantis e reconhecimento institucional marcam participação da entidade na Semana “Ler é um remédio”. “Tenho um carinho especial por este lugar”. Estas foram as primeiras palavras do presidente da ACASE, Anderson Olivieri, aos voluntários que o acompanhavam naquela tarde de 7 de abril, na visita ao Hospital da Criança de Brasília (HCB), para uma ação especial da ACASE dentro da programação da Semana Ler é um remédio. O motivo da afeição ao local se explica pelo fato de Olivieri ser pai de criança em tratamento oncológico, especialidade que o Hospital da Criança é uma referência nacional. A presença da ACASE no local, pela primeira vez, aconteceu por ocasião da Semana Ler é um remédio. Autorizada pela direção do voluntariado do HCB, a instituição distribuiu ao público infantil no local, durante toda a tarde, mais de 250 exemplares de literatura cristã. Entre os títulos distribuídos pelos voluntários da ACASE estavam Bia e as bonecas e Tuca ficou doente, e agora?, ambos de autoria de Anderson Olivieri. As obras foram pensadas para dialogar diretamente com o universo infantil em contexto de enfermidade, abordando sentimentos como medo, dor e esperança de forma sensível e acessível. A experiência impactou profundamente os voluntários envolvidos. Júnia Nunes, coordenadora da Tenda do Acolhimento, destacou a dimensão espiritual da ação: “Eu me sinto muito abençoada por participar deste projeto da Semana Ler é um remédio, estou com o coração transbordando de gratidão a Deus por tão grande privilégio”. O reconhecimento também veio do próprio Hospital da Criança. Em carta de agradecimento assinada pela coordenadora de voluntariado do HCB, Suely Nascimento de Lemos, iniciativa foi valorizada: “Ações solidárias como a de vocês são fundamentais para fortalecer o nosso trabalho e contribuir significativamente para o bem-estar dos pacientes em um momento tão delicado”. Quem também vibrou com a ação foram os pais das crianças que ganharam livros enquanto esperavam atendimento ou durante a infusão de medicamentos. Eliane Freire, mãe de uma paciente graciosa de 2 anos de idade, exaltou o trabalho da ACASE: “Minha filha amou o livro. Que trabalho lindo! Não parem essa obra”. Disto não há dúvidas: a ACASE continuará com o programa Ler é um remédio e, anualmente, com a Semana que tem abençoado milhares de vidas. Continuará, pretende-se, inclusive no HCB, se estas portas continuarem gentilmente se abrindo para nós.

ACASE realiza culto na capela do HMIB em homenagem às mulheres

Momento inédito contou com louvor, oração e esperança para mulheres em meio à rotina hospitalar …………………….Felipe Coimbra……………………. Pela primeira vez desde que iniciou o trabalho de acolhimento no hospital, a Acase celebrou um culto nas dependências do Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB). O momento de adoração e celebração aconteceu na manhã de 9 de março, na capela da unidade, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, ocorrido no dia anterior. A celebração reuniu pacientes, acompanhantes, familiares e voluntários em um momento de fé e reconhecimento ao papel e à força das mulheres. A iniciativa do culto partiu da coordenadora de voluntariado do HMIB, Ludmila Coimbra, servidora da Secretaria da Saúde e entusiasta do trabalho da Acase. A organização e condução da celebração ficaram sob responsabilidade da Associação, que realiza regularmente ações de capelania e acolhimento no hospital por meio da Tenda do Acolhimento. Desde o início do culto, iniciado às 10 horas, os bancos da capela foram sendo preenchidos por mulheres que vivem, naquele espaço, momentos delicados de suas vidas. Mães e avós compareceram acompanhadas de seus filhos e netos, muitos deles ainda em tratamento. Algumas crianças chegaram à capela carregando o próprio suporte de soro móvel, uma cena que evidenciava, ao mesmo tempo, a fragilidade do momento vivido e a esperança que move as famílias em busca de conforto espiritual. O período de louvor foi conduzido por Yan Victoria, vice-presidente da Acase, e por Filipe Oliveira, voluntário que atua nos eventos da instituição. As canções de adoração levaram muitas das presentes a momentos de emoção. Algumas mulheres se emocionaram durante o louvor e também na oração final, encontrando naquele instante um espaço de consolo e renovação da fé. A mensagem da manhã foi ministrada por Anderson Olivieri, presidente da Acase, que trouxe uma reflexão baseada no texto de Lucas 10.38–42, passagem em que Marta e Maria recebem a visita de Jesus e respondem de maneiras diferentes à sua presença. Na narrativa bíblica, Marta se ocupa intensamente com os afazeres da casa, enquanto Maria escolhe sentar-se aos pés de Jesus para ouvi-lo. A reflexão destacou que, em meio às inúmeras responsabilidades que muitas mulheres carregam diariamente — especialmente em contextos de cuidado com filhos e familiares — é fundamental não perder de vista aquilo que Jesus chama de “a boa parte”: o tempo de comunhão com Deus, que fortalece e sustenta a caminhada. Ao final do culto, todas as mulheres presentes receberam uma lembrancinha preparada pela Acase. O presente incluía uma literatura voltada ao público feminino, doada pela Sociedade Bíblica do Brasil, além de uma caneta personalizada da Acase. Em meio aos corredores e enfermarias do hospital, o culto reafirmou a missão da Acase de levar acolhimento espiritual, oração e palavras de vida a quem mais precisa, sendo, em ambiente hospitalar, quase sempre, elas – as mulheres.

Continuamos ACASE, mas mudamos

Por Anderson Olivieri* Talvez você esteja surpreso com o anúncio trazido na capa desta edição. Você não leu errado: a ACASE mudou mesmo de nome. Somos, agora, Associação de Capelania e Serviço aos Enfermos. Como sigla, seguimos a mesma ACASE de sempre. A mudança se confirma após quase um ano de reflexão. O nome original, Associação Cristã de Assistência Social e Espiritual, embora agradasse à maioria dos associados, comunicava pouco acerca de “quem somos” e de “o que fazemos” – nisto, todos concordavam. Era um nome genérico. Cinco motivos justificaram a alteração. Primeiro, a necessidade de clareza de identidade. O novo nome define com precisão o principal campo de atuação da ACASE (o ambiente hospitalar); Segundo, o alinhamento com a prática real da instituição. A ACASE, com a alteração, não muda de rumo, mas sintoniza o nome à realidade vivida; Terceiro, o fortalecimento institucional. A nova denominação facilita o reconhecimento por hospitais, parceiros e apoiadores; Quarto, o foco no público-alvo. Ao trazê-lo – “aos enfermos” –, o novo nome dá rosto à missão, colocando a pessoa atendida no centro e reforçando o caráter cristão da obra; Quinto, uma comunicação mais acessível à sociedade. Para quem está de fora, a nova denominação é mais clara quanto ao propósito da instituição. Apresentadas essas razões em assembleia ordinária ocorrida em março deste ano, os associados aprovaram unanimemente a mudança de nome. A única ressalva deles dizia respeito à sigla ACASE, já consolidada e querida dos integrantes. Não devíamos alterá-la. Levei então aos associados a proposta que me agradava e preservava o acrônimo – Associação (A) de Capelania (CA) e Serviço (S) aos Enfermos (E). Paradoxal, é verdade, mas estamos diante de uma mudança que conserva. Ao trocar de nome, a ACASE fortalece a sua essência, constituindo-se agora, de fato e de direito, uma instituição que cuida da espiritualidade dos enfermos e os serve. Nesse aspecto, Cristo é o nosso modelo perfeito de acolhimento, gentileza e dedicação aos doentes, Aquele a quem, em tudo, queremos imitar em nossa missão. Há outros dois exemplos que me inspiram para este novo tempo da ACASE – um do mundo antigo, outro contemporâneo. Tenho me dedicado ao estudo da história da capelania e, por isso, deparei-me com Martinho de Tours (317 – 397 d.C) – para muitos o “fundador” da capelania a partir de seu gesto de doar metade da sua capa a um mendigo ao relento. Homem devoto a Cristo, abriu mão da vida militar em favor do serviço aos pobres e doentes após se converter. Uma trajetória cristã linda e inspiradora. Como também a é de Eleny Vassão, a segunda referência a que me referi. Paulistana com mais de 40 anos de experiência em capelania hospitalar, ela alia chamado ministerial com rigor e conhecimento técnicos para o desempenho do serviço. Experiência e conteúdo acumulados que Eleny compartilha em seus excelentes cursos de formação de capelães, promovidos pela instituição que ela dirige – a Associação de Capelania na Saúde (ACS). Fui seu aluno em um desses cursos, ministrado em maio de 2025, e asseguro: não há nada no Brasil, em capelania hospitalar, comparável ao que Eleny Vassão produz. Nesta 14ª edição do Jornal da Acase, em que anunciamos a nossa nova denominação – Associação de Capelania e Serviço aos Enfermos– tive a alegria de fazer uma entrevista com a Eleny. O conteúdo, imperdível, constitui verdadeira aula de capelania hospitalar. E, para fechar com chave de ouro esta edição especial, no Espaço Lion Dias Padilha, com texto escrito por um convidado, contamos com a colaboração do Dr. Dan Nakamura, médico intensivista, autor do livro Diário de um médico cristão, e profissional que trabalha sob o lema Cuidando da vida com ciência, fé e propósito. Espero que goste. Do nome novo e da edição especial, até aqui, a maior já produzida por nós. Um abraço. *Anderson Olivieri é fundador e presidente da ACASE

ACASE participa de solenidade pelos 59 anos do Hospital Materno Infantil de Brasília

Solenidade reuniu autoridades, apresentações artísticas e a entrega de uma placa comemorativa ao hospital. Túlio Vieira O Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB) comemorou, na manhã do dia 25 de novembro, seus 59 anos de história, cuidado e dedicação à saúde materno-infantil do Distrito Federal. A cerimônia oficial, realizada às 10 horas, reuniu autoridades, profissionais de saúde, convidados e representantes de instituições parceiras — entre elas a ACASE, que marcou presença com uma homenagem especial. A solenidade foi aberta pela Banda da Polícia Militar do Distrito Federal, que executou o Hino Nacional. Em seguida, a diretora-geral do HMIB, Dra. Marina da Silveira Araújo, conduziu a programação inicial, ao lado de autoridades como o ex-secretário de Saúde do DF e atual diretor-presidente da Fundação Hemocentro de Brasília, Osnei Okumoto, e os deputados distritaisJorge ViannaeDayse Amarílio, que destacaram a importância do hospital na rede pública de saúde e o impacto do seu atendimento na vida de milhares de famílias. Após as falas das lideranças institucionais do HMIB, o público foi presenteado com uma apresentação artística, com a delicadeza da dança apresentada pela bailarina Débora Campos, que trouxe leveza e beleza artística ao evento. O momento de destaque para a ACASE ocorreu logo depois. O presidente da instituição, Anderson Olivieri, subiu ao palco para entregar uma placa comemorativa à direção do HMIB, em homenagem aos 59 anos do hospital. Em seu discurso, Olivieri ressaltou que os verdadeiros responsáveis pela grandeza da unidade são os seus profissionais — médicos, enfermeiros, técnicos, servidores e voluntários — que diariamente dedicam suas vidas ao cuidado de gestantes, bebês e crianças. “A ACASE se orgulha de fazer parte desta história”, afirmou o presidente, cujo discurso completo está disponível na página 2, na seção Palavra do Presidente. Ele destacou ainda a parceria existente entre a associação e o hospital em ações de acolhimento, solidariedade e apoio às famílias em situação de vulnerabilidade. Encerrando a programação, o escritor Alexandre Parente conduziu um momento poético especialmente preparado para a data, seguido da interpretação de clássicos da Música Popular Brasileira, apresentada por Lilian Zorzetti, do grupo Sinfonia da Saúde. Com aplausos gerais, a solenidade foi encerrada com o tradicional corte do bolo e os parabéns pelos 59 anos do HMIB — um gesto simbólico que celebrou quase seis décadas de serviços essenciais e marcou mais um capítulo importante na trajetória da instituição.

Josa Dias, a vovó mais querida do HMIB

Na edição passada, o Jornal da Acase inaugurou o espaço Vidas em foco, dedicado a contar um pouco sobre a trajetória dos acolhidos da Acase. Nesta edição nº. 11, também destacaremos aqueles que têm feito a Acase acontecer: nossos voluntários. Dessa forma, de agora em diante, Vidas em foco e Voluntários em foco se alternarão neste espaço que tem um só objetivo: contar histórias de vidas – ora vidas que chegam até nós para serem acolhidas, ora vidas que acolhem. Quem estreia o espaço é a catarinense Josa Dias, voluntária da Acase desde abril de 2025. *** Ela é Josa Dias, mais conhecida por nós, da Acase, como Dona Jô ou simplesmente Jô. Mas nem pense em chamá-la por um desses nomes enquanto está acolhendo uma criança no Hospital Materno Infantil de Brasília. Afinal, nesses momentos, ela só atende por um nome: Vovó Aurora. Natural de Xanxerê, no oeste de Santa Catarina, Josa viveu durante 54 anos em sua cidade natal. Na infância, viu os pais se separarem – tristeza que não tirou por completo o brilho da fase: “Tive uma infância divertida”, registra. Nesse tempo, além do amor da mãe e dos quatro irmãos, Josa desfrutava em casa da presença carinhosa da tia – a quem considera uma segunda mãe – e da avó. Essas mulheres foram as responsáveis por guiar Josa e seus irmãos ao melhor caminho: o de Cristo. A presença da fé e da igreja nos primeiros anos de vida marcaram-na para sempre. Uma de suas mais fortes lembranças está nos socorros que os irmãos da igreja ofereciam à família. Era por meio dessa comunidade que, muitas vezes, o alimento chegava à mesa daquela família numerosa e privada de um provedor. Esse apoio se intensificou quando a mãe de Josa sofreu um derrame cerebral que prejudicou severamente a sua saúde. “A igreja foi nota mil em nossa vida material e espiritual”, revela. Com isso, família e fé logo se transformaram nas células mais importantes da vida de Josa. Não demoraria para que ambas se unissem em um só propósito. Primeiro, adoeceu a tia considerada segunda mãe. Lá foi Dona Jô cuidar dela nas internações. Depois, a própria mãe, diagnosticada com hidrocefalia, tornou-se frequente no hospital – responsabilidade de idas e vindas que recaiu sobre Josa. Nessa época, por ser professora de escola dominical na igreja, ela participou de um projeto chamado “Construindo valores” que lhe oportunizou fazer um curso de capelania hospitalar – ambiente ao qual Josa já conhecia muito bem. Unindo a experiência pessoal de quem conhecia bem a dura realidade hospitalar com a capacitação técnica recebida para falar de Jesus aos enfermos, Dona Jô passou a fazer o trabalho de visitação a leitos de hospitais, sempre acompanhada do fantoche, estratégia da qual até hoje ela se vale para contar histórias e falar do Evangelho aos doentes. Josa não teve dúvidas: ela amava o que fazia e nisso estava o seu chamado ministerial. Porém, com a mudança para Brasília de uma das filhas e a saudade das netas, Dona Jô decidiu encaixotar o fantoche e também se mudar para a Capital da República. Tinha certeza de se tratar de uma despedida definitiva – nunca mais faria trabalho em hospitais com fantoches, acreditava. Tanto que se mudou para Brasília de mala e cuia – mas mala sem os fantoches, que permaneceram em Xanxerê. Aqui, porém, logo que chegou, soube pelo pastor da igreja de um trabalho desenvolvido em hospital infantil pela Acase. Sentiu o coração queimar e decidiu conhecer o projeto. Na primeira visita, ela já se encantou pelo ministério – e os irmãos da Acase por ela. O convite para que se tornasse uma voluntária da Acase aconteceu de cara, bem como o aceite de Dona Jô, que não demorou a revelar seu traquejo com fantoches. Esse talento não seria desperdiçado, e todos na Acase logo encorajaram Dona Jô a dar um jeito de fazer chegar a Brasília os fantoches. Assim, ela, Vovó Aurora, a vovó mais amada do HMIB, não demorou a desembarcar na Capital Federal. De touca colorida e babador na mesma estampa sobre uma camisa amarela, com cabelinhos brancos escapando pelas laterais, Vovó Aurora é o fantoche com o qual Dona Jô cativa as crianças do hospital. E assim, entre risadas infantis e olhos marejados, Josa Dias reafirma o que sempre soube: que o dom da vida é servir. Porque, no fundo, a Vovó Aurora não é apenas um fantoche — é um espelho da alma de uma mulher que aprendeu, desde cedo, que cuidar do outro é a forma mais bonita de adorar a Deus.

Um ano, dez histórias: Tenda do Acolhimento é refúgio de fé e cuidado

Em 12 meses de funcionamento, completados em setembro, Tenda no HMIB já acolheu centenas de famílias; Jornal da Acase reúne 10 depoimentos que revelam o poder do cuidado e da fé “No começo deste ano, as minhas bebês gêmeas tiveram bronquiolite e ficaram no HMIB. Foi uma internação longa, de meses, e, lá, eu me sentia sozinha, sem ninguém para conversar. Foi quando conheci a Tenda do Acolhimento da Acase e os seus voluntários. Isso mudou por completo os meus dias ali, porque eles me acolheram de uma maneira incrível. Sempre com muito carinho, eles oravam por mim e pelas minhas filhas. Havia dias em que eu estava muito mal e eles não estavam no hospital, então eu ligava para um deles, que conversava comigo, orava, e isso me acalmava tanto… Quando a alta chegou, recebemos a visita da Acase em nossa casa. Levaram doações, uma linda mensagem e oração. Só Deus mesmo para retribuir tudo o que Acase fez e tem feito por nós.” (Maria Fernanda, Planaltina – DF) “Eu não sou de Brasília. Vim da Bahia na esperança de encontrar um tratamento para a minha filha. Chegamos aqui só nós três: eu, minha esposa e a bebê. Os sentimentos de solidão e medo foram inevitáveis. Mas logo nos primeiros dias fomos acolhidos pelo pessoal da ACASE lá na Tenda do Acolhimento. Eles foram presente de Deus para nós, e aquele espaço o nosso refúgio para momentos de desabafo, oração e consolo. Quando larguei tudo na Bahia para vir a Brasília em busca de tratamento da neném, eu sentia que Deus nos daria o amparo e o suporte. Não imaginava que grande parte disso viria por meio de um pessoal que se instala debaixo de uma tenda para ajudar os outros. Que esse trabalho continue por muitos e muitos anos” (Itamar Rocha, Buritirama – BA) “Nós somos de Unaí (MG). Passávamos por um momento delicado. A minha filha havia nascido prematura, com 645 gramas e 31 centímetros. Isso nos obrigou a ficar em Brasília por um longo tempo. Conseguimos uma casa de apoio, onde eu e minha mãe dormíamos. Durante o dia, íamos para o hospital. Certo dia, minha mãe foi acolhida do lado de fora do hospital pelo pessoal da Acase. Eu estava recém-operada da cesárea e, sem poder andar grandes distâncias, tínhamos de pega Uber todo dia, mesmo sem condições para isso. A Acase apareceu nesse momento e nos ajudou com recursos e doações. Essa ajuda se repetiu algumas vezes. De vez em quando mandamos fotos da Maria Cecília aos voluntários da Acase, para que vejam como ela está grande e saudável. Somos muito gratos à Tenda do Acolhimento, esse espaço de amor no hospital.” (Izabele Araújo, Unaí – MG) “Foi muito especial para a minha família ter conhecido a Tenda do Acolhimento. Nesse dia eu estava no HMIB com o meu filho e recebi o acolhimento através da oração e do pagamento da minha conta de luz, que estava atrasada. Desse momento em diante, a Acase esteve comigo durante todos os momentos da minha vida, até quando não estavam fisicamente. Certo dia, eu estava muito triste, me sentindo sozinha, fiz questionamentos a Deus, e aí eu decidi entrar no Instagram. Foi quando vi que fazia 2 minutos que a Acase havia publicado um vídeo, com orações pelas pessoas acolhidas. E lá nesse vídeo estava o meu nome e o da minha família. Nesse momento eu soube que eu nunca mais ficaria sozinha, porque Deus havia me presenteado com irmãos em Cristo. Louvo a Deus pela Acase e pela Tenda do Acolhimento”. (Andressa Rodrigues, Luziânia – GO) “No momento em que eu mais estava precisando – desempregada e com a minha bebê pequena –, a Tenda do Acolhimento, da Acase, apareceu para me socorrer, com cesta básica e auxílio aluguel emergencial. Eu já estava desesperada, sem saber o que fazer, e Deus colocou esse projeto em meu caminho. Eles me estenderam as mãos com essas ajudas e o principal: com orações. O meu desejo é que a Tenda possa se expandir cada vez mais, pelos próximos anos” (Larissa de Souza, Planaltina – DF) “Perdi a minha filha no HMIB. Ela era bebê, tinha cinco meses e, por causa de uma bronquiolite aguda, faleceu. Nesse dia, o meu chão abriu. A minha esposa se desesperou. Só conseguimos encontrar algum consolo quando fomos acolhidos pelo pessoal da Tenda do Acolhimento, da Acase. Só posso dizer uma coisa: é um trabalho de Deus, o desse pessoal. Sou muito grato a eles” (Emerson Lima, Valparaíso – GO) “Conheci a Tenda do Acolhimento no primeiro dia de funcionamento do espaço no hospital. Já fazia mais de um ano que eu frequentava o HMIB por causa do acompanhamento médico do meu filho. Nesse dia, por curiosidade, fui à Tenda para saber do que se tratava. Fiquei profundamente tocada. A oração que recebi mexeu tanto comigo que saí de lá chorando, agradecendo a Deus pela certeza de que eu não estava sozinha, Ele era comigo. Que este trabalho complete dezenas de outros aniversários”. (Mariza Leite, Guará – DF) “O meu neto faz tratamento aqui no HMIB, e eu sempre venho com ele. Um dia eu estava triste e o deixei lá dentro com a minha filha. Fui para fora, respirar um ar puro. Lá, fui acolhida pelo pessoal da Tenda. Em meia hora, eu havia contado a minha vida, minhas dores… Eles oraram por mim, me deram um livro maravilhoso… Não sei explicar direito, confio e creio em Deus, mas não tenho religião. Porém esse dia foi impactante. Voltei para dentro do hospital me sentindo outra pessoa, como que renovada. Dali em diante, sempre que vou ao HMIB, visito a Tenda do Acolhimento. É um lugar de paz.”. (Geraldina Souza, Alto Paraíso – GO) “Sempre há anjos de Deus nos hospitais. Os do HMIB vestem colete verde, e certo dia me abençoaram”. (Mauro Pontes, Sobradinho – DF)“É com imensa satisfação e profundo reconhecimento que a Coordenação do Voluntariado do HMIB celebra o primeiro aniversário desta parceria simbolizada pela Tenda do Acolhimento. A … Ler mais

Projeto Ler é um Remédio é abraçado pelo Mackenzie em campanha solidária de doação de livros

Marco Antônio Rosas A manhã do dia 14 de junho de 2025 foi marcada por solidariedade e incentivo à leitura durante a Feira Literária do Mackenzie, em Brasília. A edição deste ano do projeto Sou Mackenzista e faço a diferença, que mobiliza alunos do Colégio Mackenzie em ações sociais, teve como instituição beneficiada a Associação Cristã de Assistência Social e Espiritual (Acase). A ação envolveu a arrecadação de livros infantis ao longo de todo o mês de junho, destinados ao projeto Ler é um remédio, da Acase. Voltado a crianças hospitalizadas no Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB), o Ler é um remédio distribui literatura com o objetivo de levar alívio, amor e distração para os pequenos internados. Durante o mês, os alunos da Educação Infantil foram incentivados, em sala de aula, a doar livros já lidos, exercitando desde cedo valores de empatia e generosidade. A mobilização rendeu frutos: ao todo, foram arrecadados 540 livros infantis, repassados oficialmente à Acase durante a Feira Literária. A presença da Acase no evento foi marcada pela Tenda do Acolhimento, espaço onde a instituição pôde divulgar suas atividades, apresentar o impacto de seus projetos e dialogar com o público. Voluntárias da associação distribuíram mais de 300 encartes de apresentação, enquanto a Lojinha da Acase ofereceu ao público camisetas, ecobags, canetas e livros institucionais, com vendas integralmente revertidas ao trabalho da instituição. Monique Olivieri, diretora de eventos da Acase, celebrou a parceria com entusiasmo: “Estamos muito gratos ao colégio Mackenzie, em especial à coordenação da Educação Infantil, destacando a pessoa da Laura, coordenadora, por ter nos aberto a porta para divulgar o trabalho da ACASE. Isso é muito importante para a instituição e, creio eu, ajuda também as crianças, ainda tão pequenas, a formarem uma consciência cristã e humana de amor ao próximo”. A iniciativa reforça como ações simples, como a doação de um livro, podem gerar impacto significativo — tanto em quem doa quanto em quem recebe. Ao unir educação, solidariedade e literatura, o projeto Sou Mackenzista e faço a diferença mostra que cultivar valores sociais começa desde cedo e rende frutos para toda a sociedade.

“Mesa Acolhedora”: sopas, palavras e orações aquecem corações no HMIB

Ação noturna da ACASE atende pacientes vulneráveis com alimentação e acolhimento no pronto-socorro …………………….Túlio Vieira……………………. Em meio ao frio típico da Capital Federal nos meses de maio e junho e à espera silenciosa dos corredores do Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB), um novo gesto de solidariedade tem feito diferença na vida de muitos. Desde o dia 23 de maio, quinzenalmente, às sextas-feiras, voluntários da Associação Cristã de Assistência Social e Espiritual chegam ao local com panelas fumegantes, corações dispostos e mãos estendidas. Este projeto criado no mês de maio inclusive já ganhou status de programa da Acase e passa a ocupar o calendário fixo de atividades da entidade, que já conta com Tenda do Acolhimento, Ler é um remédio, Casa de Jairo e Ajudando a salvar vidas, uma gota de cada vez. O novo programa, chamado “Mesa Acolhedora”, nasceu do desejo de oferecer mais do que uma refeição: ser uma presença amiga, uma escuta atenta, um abraço em forma de oração. As ações acontecem no período noturno, em frente ao pronto-socorro do HMIB, quando o frio aperta e a fome se junta à angústia de quem espera atendimento, muitas vezes por horas a fio. Em cada edição do Mesa Acolhedora, são entregues em média 140 porções de sopa ou canja, cuidadosamente preparadas e servidas por um time de pelo menos 7 voluntários. Além do alimento, eles oferecem palavras de encorajamento e orações a quem deseja, promovendo acolhimento espiritual e emocional. “A sopa veio em uma hora abençoada”, disse dona Maria do Rosário, de Luziânia (GO), que aguardava atendimento para a neta de três anos. “A gente chega aqui sem saber quanto tempo vai esperar, e sem dinheiro para comprar comida nesses lugares caros do Plano Piloto. E esses dias têm sido tão frios… foi um alívio no corpo e no coração.” Segundo os organizadores da ACASE, a escolha do HMIB como ponto inicial do projeto se deu justamente pelo fluxo constante de pacientes vulneráveis, especialmente mulheres, crianças e acompanhantes que passam a noite no hospital sem acesso a alimentação adequada. As lanchonetes da região fecham cedo, e muitas famílias vêm de longe, sem condições de se alimentar enquanto aguardam. “Queremos levar não só o alimento, mas também um pouco de fé e esperança. Às vezes, uma palavra faz mais diferença do que a própria sopa”, diz Suelene Castro, voluntária que, na estreia do programa, preparou a sopa e ainda marcou presença na distribuição. Daniella Heloísa, filha de Suelene, concorda com a mãe: “É com o coração transbordante que estamos aqui para trazer comida, mas vai muito além disso. Nosso principal objetivo é anunciar Cristo por meio da ação”. O Mesa Acolhedora é para todos. Uma das grandes alegrias da ACASE nesse programa é também poder servir os colaboradores do Hospital. Funcionários responsáveis pela segurança, limpeza e servidores administrativos da unidade são frequentemente vistos na fila da sopa. Com a chegada do inverno, a ação tem sido vista como providencial. A expectativa da ACASE é distribuir, até o final do ano, mais de duas mil porções, para que, assim, mais corações sejam aquecidos — por dentro e por fora.

Abraços que curam: ACASE leva afeto ao HMIB no Dia do Abraço

Em ação especial, voluntários ofereceram abraços e acolhimento a pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde …………………….Túlio Vieira……………………. Em um lugar marcado pela espera, pela dor e pela esperança, um gesto simples reacendeu sorrisos e emocionou pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde. Em homenagem ao Dia do Abraço, comemorado no dia 22 de maio, a Associação Cristã de Assistência Social e Espiritual (ACASE) promoveu uma ação especial de carinho e acolhimento no Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB). Dez voluntários se espalharam pelo hospital segurando cartazes com frases como “Posso te dar um abraço?” e “Aceita um abraço?”. O resultado foi um festival de sorrisos e encontros comoventes. A receptividade foi imediata: a maioria dos que passavam não hesitava em abrir os braços e receber o gesto afetuoso, em meio à rotina tensa e, muitas vezes, angustiante de quem está em um hospital. “Foi o abraço que desejei mais cedo, pouco antes de levantar, tanta era a minha aflição e que agora, poucas horas depois, recebo com os olhos marejados de emoção”, comentou Marli Cunha, que acompanhava a neta em consulta de rotina com nefrologista. “A gente realmente se sente percebida, é como se Deus mandasse alguém para nos lembrar que não estamos sozinhos”, ela completou. A iniciativa foi pensada como uma forma de transmitir amor, empatia e conforto em um ambiente onde gestos como esse fazem toda a diferença. De acordo com o vice-presidente da ACASE, Yan Victoria, o abraço é uma forma poderosa de comunicação não verbal, que transmite apoio e solidariedade sem precisar de palavras. “Queríamos marcar esse dia com algo simbólico, mas profundo. Um abraço pode mudar o clima de um lugar, e vimos isso acontecer hoje”, afirmou Márcia Olivieri, uma das voluntárias da ação. “Teve gente que se emocionou, que agradeceu com lágrimas nos olhos. É bonito ver o quanto o carinho gratuito ainda toca as pessoas.” A ação se somou às demais iniciativas da ACASE no HMIB, como os programas Tenda do Acolhimento, que acontece às segundas, quartas e quintas-feiras pela manhã; o Ler é um remédio, de distribuição gratuita de literatura a crianças, jovens e adultos; e o recém-criado Mesa Acolhedora, que oferece sopas e palavras de conforto aos pacientes durante a noite (págs. 8 e 9). A instituição tem se consolidado como uma presença de cuidado integral — corpo, mente e espírito — entre os que mais precisam. Entre um abraço e outro, ficaram as memórias de encontros breves, mas significativos. E a certeza de que, muitas vezes, o que mais precisamos não custa nada — apenas um pouco de atenção e braços abertos.

Mulheres em situação hospitalar recebem homenagem e presentinho da Acase pelo dia 8 de março

Mariana Carvalho Antecipando as comemorações pelo Dia Internacional da Mulher, a Acase promoveu uma ação especial, no dia 6 de março, em homenagem às mulheres no Hospital Materno Infantil de Brasília. A iniciativa teve como objetivo valorizar as mulheres, especialmente aquelas que estão em situação hospitalar decorrente da internação ou consulta médica de algum filho, neto, sobrinho ou parente, oferecendo-lhes carinho e reconhecimento pelo seu papel fundamental na sociedade. Durante o evento, foram distribuídos de presente 100 kits contendo cremes hidratantes para as mulheres. O gesto simbólico proporciona um momento de cuidado e bem-estar para aqueles que, muitas vezes, se encontram em situações emocionais e afetivas delicadas. A escolha do creme hidratante como presente reflete o objetivo de promover um pequeno ato de carinho, proporcionando um pouco de conforto e atenção em um ambiente hospitalar. A ação foi realizada com o apoio de 13 voluntários da ACASE, dois deles mirins. Além da distribuição dos presentinhos, eles se dedicaram a conversar com as mulheres presentes, oferecendo apoio emocional e ouvindo suas histórias. A ideia central da ação foi criar um momento de acolhimento e solidariedade, permitindo que as mulheres se sentissem valorizadas e reconhecidas. “Este evento é uma forma de destacar a importância da mulher em todos os contextos, especialmente em um momento de vulnerabilidade como o de estar em um hospital. Queremos que essas mulheres sintam-se cuidadas, respeitadas e lembradas, não só no Dia Internacional da Mulher, mas todos os dias”, afirmou Monique Olivieri, diretora de eventos da Acase. A equipe do Hospital Materno Infantil de Brasília também expressou seu apoio à ação, destacando a importância de iniciativas como esta para humanizar o ambiente hospitalar. O hospital, que atende mães, gestantes e crianças, se mostrou grato pela ação da ACASE, que trouxe um pouco de alegria e emoção às mulheres que vivenciaram um período difícil de suas vidas. As respostas das mulheres que receberam os kits foram de surpresa e gratidão. Para muitas, o gesto de carinho proporcionou um alívio emocional em meio às dificuldades enfrentadas. “Receber esse presente foi algo inesperado e que me tocou profundamente. Muitas vezes nos sentimos esquecidas. E de repente a gente vem aqui fora e recebe esse gesto de carinho. Isso faz toda a diferença”, disse Mariana Vieira, que está com o filho hospitalizado.