Por Anderson Olivieri*
Talvez você esteja surpreso com o anúncio trazido na capa desta edição. Você não leu errado: a ACASE mudou mesmo de nome. Somos, agora, Associação de Capelania e Serviço aos Enfermos. Como sigla, seguimos a mesma ACASE de sempre.
A mudança se confirma após quase um ano de reflexão. O nome original, Associação Cristã de Assistência Social e Espiritual, embora agradasse à maioria dos associados, comunicava pouco acerca de “quem somos” e de “o que fazemos” – nisto, todos concordavam. Era um nome genérico.
Cinco motivos justificaram a alteração. Primeiro, a necessidade de clareza de identidade. O novo nome define com precisão o principal campo de atuação da ACASE (o ambiente hospitalar); Segundo, o alinhamento com a prática real da instituição. A ACASE, com a alteração, não muda de rumo, mas sintoniza o nome à realidade vivida; Terceiro, o fortalecimento institucional. A nova denominação facilita o reconhecimento por hospitais, parceiros e apoiadores; Quarto, o foco no público-alvo. Ao trazê-lo – “aos enfermos” –, o novo nome dá rosto à missão, colocando a pessoa atendida no centro e reforçando o caráter cristão da obra; Quinto, uma comunicação mais acessível à sociedade. Para quem está de fora, a nova denominação é mais clara quanto ao propósito da instituição.
Apresentadas essas razões em assembleia ordinária ocorrida em março deste ano, os associados aprovaram unanimemente a mudança de nome. A única ressalva deles dizia respeito à sigla ACASE, já consolidada e querida dos integrantes. Não devíamos alterá-la. Levei então aos associados a proposta que me agradava e preservava o acrônimo – Associação (A) de Capelania (CA) e Serviço (S) aos Enfermos (E).
Paradoxal, é verdade, mas estamos diante de uma mudança que conserva. Ao trocar de nome, a ACASE fortalece a sua essência, constituindo-se agora, de fato e de direito, uma instituição que cuida da espiritualidade dos enfermos e os serve.
Nesse aspecto, Cristo é o nosso modelo perfeito de acolhimento, gentileza e dedicação aos doentes, Aquele a quem, em tudo, queremos imitar em nossa missão. Há outros dois exemplos que me inspiram para este novo tempo da ACASE – um do mundo antigo, outro contemporâneo. Tenho me dedicado ao estudo da história da capelania e, por isso, deparei-me com Martinho de Tours (317 – 397 d.C) – para muitos o “fundador” da capelania a partir de seu gesto de doar metade da sua capa a um mendigo ao relento. Homem devoto a Cristo, abriu mão da vida militar em favor do serviço aos pobres e doentes após se converter. Uma trajetória cristã linda e inspiradora.
Como também a é de Eleny Vassão, a segunda referência a que me referi. Paulistana com mais de 40 anos de experiência em capelania hospitalar, ela alia chamado ministerial com rigor e conhecimento técnicos para o desempenho do serviço. Experiência e conteúdo acumulados que Eleny compartilha em seus excelentes cursos de formação de capelães, promovidos pela instituição que ela dirige – a Associação de Capelania na Saúde (ACS). Fui seu aluno em um desses cursos, ministrado em maio de 2025, e asseguro: não há nada no Brasil, em capelania hospitalar, comparável ao que Eleny Vassão produz.
Nesta 14ª edição do Jornal da Acase, em que anunciamos a nossa nova denominação – Associação de Capelania e Serviço aos Enfermos– tive a alegria de fazer uma entrevista com a Eleny. O conteúdo, imperdível, constitui verdadeira aula de capelania hospitalar.
E, para fechar com chave de ouro esta edição especial, no Espaço Lion Dias Padilha, com texto escrito por um convidado, contamos com a colaboração do Dr. Dan Nakamura, médico intensivista, autor do livro Diário de um médico cristão, e profissional que trabalha sob o lema Cuidando da vida com ciência, fé e propósito.
Espero que goste. Do nome novo e da edição especial, até aqui, a maior já produzida por nós.
Um abraço.
*Anderson Olivieri é fundador e presidente da ACASE
