Casa de Jairo completa um ano e ultrapassa 100 visitas a lares de acolhidos em situação hospitalar

Programa da Acase que estende acolhimento para além da Tenda no hospital leva abraço, alimento e oração; Meta de visitas para 2º semestre é estabelecida Túlio Vieira “Estive enfermo, e vocês me visitaram” (Mt 25.36). A frase de Jesus, proferida em contexto de juízo final, ecoa como um chamado para a compaixão concreta — e tem se tornado realidade, semana após semana, por meio das ações do programa Casa de Jairo, da Acase. Em seu primeiro ano de existência, o projeto já ultrapassou a marca de 100 visitas a lares de acolhidos que chegaram à instituição por meio da Tenda do Acolhimento, instalada no Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB). As visitas ocorrem geralmente às terças, sextas-feiras ou aos sábados, sempre de forma previamente agendada, e, também, muitas vezes, integradas a ações temáticas promovidas pela Acase, como o tradicional Natal Solidário, que amplia o alcance da Casa de Jairo e fortalece os laços entre os voluntários do programa e as famílias atendidas. Apesar das necessidades materiais frequentemente urgentes, o propósito central do Casa de Jairo vai além da ajuda física. “As visitas são, antes de tudo, um tempo de escuta, de acolhimento espiritual, de aconselhamento bíblico e oração. É quando as pessoas se sentem seguras para colocar para fora suas angústias, medos, tristezas — e, muitas vezes, redescobrem a verdadeira esperança, que está em Jesus”, explica Shirley Araújo, coordenadora de Acolhimento da Acase. O impacto emocional e espiritual dessas visitas é visível. Recentemente, ao visitar uma acolhida em Luziânia (GO), Erika Jarjour, voluntária do programa, ouviu algo marcante sobre o formato das visitas. Ela mesma conta: “A família era paupérrima. As condições da casa, precárias. Levamos bastante ajuda material. Entregamos tudo e convidamos todos os presentes na casa a ouvirem o que tínhamos a dizer e, depois, a orarem conosco. A anfitriã na hora disse: ‘Isso é o que mais gosto. Vocês não nos enchem de coisa e vão embora, vocês também alimentam a nossa alma com a oração e a Palavra. Isso me faz tão bem’. Foi gratificante ouvir essas palavras dela”. Ouvida pela reportagem do Jornal da Acase, a acolhida Élida Santos, de Santa Maria (DF), destacou os benefícios do programa: “A Acase apareceu em um momento bem difícil, quando eu estava com o meu filho no hospital. Ela me acolheu, orou por nós. Pensei que tudo pararia ali, naquele acolhimento hospitalar. Mas vieram à minha casa, me visitaram, trouxeram a Palavra, roupas, alimentos. Tem sido muito importante para mim esse acompanhamento do pessoal do Casa de Jairo porque percebo que não estou sozinha”. Criado em junho de 2024, o programa recebeu esse nome inspirado no Evangelho de Lucas, capítulo 8, em que Jesus vai à casa de Jairo, príncipe da sinagoga, para levar vida à sua filha. Portanto, esta é a essência que move cada visita da equipe da Acase: levar vida onde a dor e o sofrimento haviam se instalado. Seja por meio de doações materiais — como cestas básicas, fraldas, roupas, medicamentos ou até móveis —, seja pelo conforto da Palavra de Deus, o projeto tem sido uma ponte entre o hospital e a casa, entre a emergência da dor e a permanência do cuidado. Com a meta de realizar pelo menos mais 50 visitas até o final de 2025, o Casa de Jairo segue firme no propósito de ser presença viva do amor de Cristo nos lares mais fragilizados pelo sofrimento. Para a ACASE, cada porta aberta representa mais do que uma entrega — é uma oportunidade de anunciar a vida, como Jesus fez na casa de Jairo.

As interpretações da vida (por Eleny Vassão)

Sua vida é 10% o que lhe acontece e 90% como você reage Por Eleny Vassão “…pois aprendi a adaptar-me a toda e qualquer circunstância… Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação… Tudo posso naquele que me fortalece”. Filipenses 4:11-13 As escolhas na vida: ceder e permitir que as crises ruins nos submerjam ou crescer e nos tornarmos mais resilientes em meio a elas. Não podemos evitar os problemas, mas podemos escolher como reagir. Ser feliz não é não levar a sério os seus sentimentos. Suas decisões a cada reação trazem consequências para o futuro. Você é a única pessoa que pode escolher como reagir. O impacto da ATITUDE na vida – é mais importante que o passado, a educação, o dinheiro, as circunstâncias, o sucesso. Mais que aparência e talentos. Sua atitude construirá ou quebrará sua vida 1. NÃO É FÁCIL PASSAR POR AFLIÇÕES! “Durante 3 anos, Saulo viveu em algum lugar do deserto, distanciado de seu antigo modo de viver, em solidão, silêncio e obscuridade. … há mais de 1000 dias inexplicáveis na vida de Saulo. Completamente só. Pensando. Orando. Em luta íntima. Ouvindo o Senhor. [  ] Estou convencido que foi ali, naquele lugar estéril e obscuro, que Paulo desenvolveu a sua teologia. Ele encontrou Deus íntima e profundamente. Em silêncio e sozinho, penetrou nos mistérios insondáveis da soberania, da eleição, da depravação, da divindade de Cristo, do poder da ressurreição, da igreja e das coisas futuras. Aquele foi um curso intensivo de 3 anos sobre a sã doutrina, do qual  surgiria uma vida inteira de pregação, ensino e escritos. Mais que isso, foi ali que Paulo jogou fora seus troféus brilhantes e trocou seu currículo de credenciais religiosas para uma relação vibrante com o Cristo ressurreto. As mudanças ocorridas em seu íntimo são tão radicais que se descobre um homem diferente – muito mais profundo, mais observador, menos exigente – tudo por causa da lição aprendida na solidão, silêncio e obscuridade”.[1] “Mas o que para mim era lucro, passei a considerar perda, por causa de Cristo. Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por cuja causa perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar a Cristo”. Fp. 3:7,8 Ao lermos II Co. 1:8-10 e II Co. 11:23-30, vemos que Paulo falou sobre o seu sofrimento de maneira aberta e clara com os irmãos. 2. AS CERTEZAS EM MEIO ÀS INCERTEZAS A paz de espírito não depende da nossa força interior, ou do desenvolvimento emocional ou mesmo da mudança nas circunstâncias, mas de nosso relacionamento, conhecimento e confiança no Senhor: “Na verdade, não temos a menor capacidade de encontrar segurança por meio de nossos próprios esforços, encontrar por nós mesmos Aquele que deve ser a nossa Rocha; não, ele deve nos encontrar… “Deus elevar-me-á sobre uma rocha” (Sl. 27:5). O versículo não diz: “Eu encontrarei a rocha e subirei nela”. [1] 3. COMO REAGIR ÀS AFLIÇÕES PARA A GLÓRIA DE DEUS A vida cristã é vivida acima das circunstâncias. Pessoas alegres não dependem das coisas externas para serem felizes. Apreciam as coisas fundamentais, simples, o momento, o trabalho, a família. Se adaptam. Segredo: sua interpretação. “…as coisas que me aconteceram contribuíram para o progresso do Evangelho” Paulo era, simplesmente, feliz. Nenhuma das suas circunstâncias contribuiu para a sua alegria. Mas Paulo seguia o exemplo de Cristo que, mesmo perseguido e ferido, suportou a cruz com alegria, pois o Seu propósito era maior: a nossa salvação! Encontrar alegria em situações desafiadoras é a CHAVE para uma vida equilibrada. As pessoas mais felizes são as que encontram alegria nas pequenas coisas da vida. Apreciam cada momento, gratas por estarem vivas. Precisamos olhar para cada perseguição e sofrimento como OPORTUNIDADE de fazer Cristo conhecido, e fazer o melhor em cada situação. A alegria é a CHAVE para seguir adiante e manter a mente positiva e olhar otimista. É uma ESCOLHA. Não importa o que enfrentamos, podemos ver bênçãos nos detalhes e agradecer!“O Senhor o guiará constantemente; satisfará os seus desejos numa terra ressequida pelo sol e fortalecerá os seus ossos. Você será como um jardim bem regado, como uma fonte cujas águas nunca faltam”. Is. 58:11, NVI *** Eleny Vassão de Paula Aitken é Capelã Hospitalar desde 1983, nomeada pelo Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana. Iniciou seu ministério como capelã titular evangélica do Hospital das Clínicas (HC), onde atuou voluntariamente por 22 anos. Neste mesmo período, iniciou paralelamente as capelanias do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, Hospital do Servidor Público do Estado e muitos outros, através de capelães preparados pela ACS – Associação de Capelania na Saúde. É formada em Artes Plásticas, Teologia e Mestre em Aconselhamento Bíblico pelo Seminário Bíblico Palavra da Vida. Possui curso de especialização em Capelania em Cuidados Paliativos pela CSU/USA. Autora de mais de 40 livros. [1] TRIPP, Paul David. Abrigo no Temporal. Pág. 33 e 34. [1] Swindoll, Charles. Série Os heróis a fé. Paulo, um homem de coragem e graça. pag. 74

Prestação de contas – Feijoada Solidária 2025

A diretoria da ACASE, em nome da transparência e do respeito a todos que acreditaram no propósito da Feijoada Solidária 2025, apresenta o relatório financeiro detalhado do evento. Arrecadamos – a partir da comercialização de ingressos, cotas de patrocínios e vendas da lojinha – um total bruto de R$ 30.315,00, os quais resultaram em uma arrecadação líquida de R$ 23.646,20. Acesse AQUI a planilha de prestação de contas. Vale registrar que a contratação da mansão Monte Viedra, com buffet incluso, foi uma doação realizada diretamente à ACASE pelo Sr. Antônio Luiz Teixeira Mendes. Colocamo-nos à disposição para esclarecimento de eventuais dúvidas. Registramos, também, o nosso agradecimento a todos que, de alguma forma, contribuíram para o sucesso da Feijoada Solidária 2025. A confiança e o carinho de todos que colaboraram com aquisição de ingressos e produtos da lojinha, patrocínio e com trabalho voluntário nos fortalecem e incentivam a continuarmos buscando sempre o melhor para o Reino de Deus e para o acolhimento de crianças e famílias em situação hospitalar. Até a Feijoada Solidária 2026!

Participe da “Feijoada Solidária 2025” da Acase

A ACASE promove no dia 17 de agosto, das 12h às 17h, a Feijoada Solidária 2025. O evento acontece na Mansão Monte Viedra, localizada no Park Way (Conjunto 1, Lote 2), e promete reunir amigos, famílias e apoiadores da causa em uma tarde de solidariedade, boa comida e atrações especiais. Com o valor de R$ 70 por pessoa – e entrada gratuita para crianças de até 6 anos – o convite dá direito a entradinhas, feijoada completa, sobremesas e bebidas (suco, refrigerante e água). Toda a renda arrecadada será integralmente revertida para os projetos sociais e evangelísticos da ACASE, que atua no atendimento de crianças e famílias em situação hospitalar. A programação inclui ainda música ao vivo com Carlinhos Veiga e banda, sorteio de brindes e uma estrutura pensada para o lazer de toda a família: piscina com salva-vidas, campo de futebol e vôlei, além de mesa de futmesa. Os convites já estão à venda, e as vagas são limitadas. Interessados podem adquirir aqui ou por PIX (CNPJ: 54.019.274/0001-51), para a conta da ACASE, enviando o comprovante em seguida para o WhatsApp (61)98180-8500.

Feira do Livro de Brasília tem palestra e lançamento de obra da ACASE sobre leitura em hospitais

Marco Antônio Rosas A Associação Cristã de Assistência Social e Espiritual (Acase) marcou presença na edição 2025 da Feira do Livro de Brasília com duas ações que emocionaram o público e destacaram a força da literatura como instrumento de cura e acolhimento. Na terça-feira, 10 de junho, o presidente da ACASE, Anderson Olivieri, ministrou a palestra “Quando ler é um remédio – A literatura como instrumento curativo e terapêutico”, às 10h da manhã, no Espaço Sema, principal palco do evento. Com cerca de 80 participantes, a apresentação teve duração de meia hora e abordou os benefícios físicos, emocionais e espirituais que a leitura pode proporcionar em ambientes hospitalares. Durante a palestra, Olivieri apresentou o projeto “Ler é um remédio”, realizado pela ACASE no Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB), onde são distribuídos gratuitamente livros para crianças e adultos internados. A iniciativa busca humanizar a rotina hospitalar e oferecer alento por meio das palavras. O jovem estudante Alisson Costa, de 11 anos, morador do Guará, que acompanhava a palestra, valorizou o empenho da Acase em atuar, por meio da literatura, em ambientes hospitalares. “Eu achei muito legal essa iniciativa da Acase de distribuir livros nos hospitais. Eu já estive internado, realmente é muito monótono esse ambiente. Eu adoraria ter ganhado um livro nesse período”, disse. Ao fim do encontro, Anderson Olivieri reproduziu uma das ações do projeto realizadas semanalmente no HMIB e distribuiu 50 livros infantis aos pequenos presentes. Os títulos entregues incluíam “Bia e as bonecas”, “A Copa do Mundo do Galego” e “Tuca ficou doente, e agora?”, todos de sua autoria. Ao final da palestra, o mais procurado pela criançada foi o livro “Tuca ficou doente, e agora?”. A obra, publicada pela Acase Publicações, encantou tanto os estudantes que participaram da palestra como os que visitaram a feira, promovendo momentos de empatia e reflexão. Marina Fialho, de 14 anos, estudante de Taguatinga, compartilhou sua emoção ao conhecer o livro. “O mais emocionante é saber que o livro conta sobre uma esperança para as crianças enfermas. A história é linda, realmente me tocou”, afirmou. A Feira do Livro de Brasília 2025 aconteceu entre os dias 5 e 14 de junho no Complexo Cultural da República, na Esplanada dos Ministérios, com programação das 8h às 20h20. Esta edição especial teve como tema o meio ambiente e a sustentabilidade e contou com o apoio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Distrito Federal. A participação da ACASE reforça o papel da literatura não apenas como ferramenta de educação, mas também como ponte para o cuidado e a espiritualidade, especialmente nos momentos mais delicados da vida.

Companhia na luta (Por Renata N. Guimarães Brasil)

Por Renata N. Guimarães Brasil 13 de janeiro de 2025. “Sua mãe não está bem, não fala corretamente, não consegue formular uma frase…”, era a voz do meu pai do outro lado da linha. Como ela já havia sofrido dois AVCs nos últimos dois anos, pensei tratar-se de mais um. Em poucos minutos, cheguei à casa dos meus pais e fomos com minha mãe ao hospital. No trajeto, ela já não falava mais. Chegando ao hospital, já não respondia a qualquer comando médico. Seu olhar não fixava em lugar nenhum. Ela fez todo o protocolo de atendimento para AVC. Exames negativos, isto é, não era AVC. Os médicos não tinham um diagnóstico e precisavam investigar de forma minuciosa. “O que estava acontecendo com minha mãe?”, eu pensava. Pelo quadro e pela idade, ela foi encaminhada para a UTI. Naquela madrugada, eu saí do hospital em frangalhos! Chorava copiosamente! Senti, literalmente, uma dor no peito causada pela tristeza, angústia, aflição… deixar minha mãe naquela situação e ir para casa me maltratava em diversos níveis. E sabe o que muito me assustava? É que foi tudo de uma hora para a outra! Você deve estar se perguntando se descobriram o que minha mãe tinha. Sim, descobriram e trataram, mas foram meses difíceis. Tivemos algumas intercorrências pelo caminho e restaram poucas sequelas. Graças a Deus, hoje, ela está bem e em casa. Mas o que eu quero te dizer com tudo isso? Duas coisas. A primeira: Deus não me deu explicações em meio ao meu sofrimento. E, talvez, nunca me dê neste plano terrestre. Mas Deus veio a mim através de pessoas que oravam por nós e através de abraços silenciosos que fortaleciam a minha fé. Quem de nós, na pior tempestade que já viveu, precisou de algo mais importante do que companhia? Alguém que segure em nosso ombro e enxugue as nossas lágrimas. Segunda coisa: minha fé precisava estar firmada no caráter do próprio Deus e não naquilo que Ele poderia fazer pela minha mãe. Eu sei, parece uma contradição deixar qualquer terrível situação nas mãos do Senhor e dizer que não entendemos, não gostamos, mas que tudo bem. Porém, querido leitor, ou estamos seguros nos braços de Deus, ou não estamos. Ou confiamos em Deus, ou pensamos que estamos à mercê do acaso. Não há um meio termo. Do mesmo modo como eu tive de encarar a pergunta “por que com minha mãe, Senhor?”, talvez, você também viva algo semelhante. Mas Deus está dizendo: confie em mim! Veja, se Deus não tivesse salvado a vida da minha mãe e se Deus não responde a você como você deseja, o que acontece com a nossa fé? Pessoas ao nosso redor, talvez, digam que Deus não nos ama. O mundo diz que Deus não nos vê, mas as Escrituras dizem algo bem diferente. Não quero ser simplista, mas a fé cristã lida de frente com a questão do sofrimento. Em todo o tempo, Deus vem a mim e a você e diz: “aquieta-vos! Estou convosco!”. Se, de fato, cremos que Ele nos ama, então confiamos nele. O sofrimento é um mistério, mas eu posso te dizer: não sei pelo que você está passando, mas conheço aquele que sabe. Deus nos ama. Não estamos à deriva.

Projeto Ler é um Remédio é abraçado pelo Mackenzie em campanha solidária de doação de livros

Marco Antônio Rosas A manhã do dia 14 de junho de 2025 foi marcada por solidariedade e incentivo à leitura durante a Feira Literária do Mackenzie, em Brasília. A edição deste ano do projeto Sou Mackenzista e faço a diferença, que mobiliza alunos do Colégio Mackenzie em ações sociais, teve como instituição beneficiada a Associação Cristã de Assistência Social e Espiritual (Acase). A ação envolveu a arrecadação de livros infantis ao longo de todo o mês de junho, destinados ao projeto Ler é um remédio, da Acase. Voltado a crianças hospitalizadas no Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB), o Ler é um remédio distribui literatura com o objetivo de levar alívio, amor e distração para os pequenos internados. Durante o mês, os alunos da Educação Infantil foram incentivados, em sala de aula, a doar livros já lidos, exercitando desde cedo valores de empatia e generosidade. A mobilização rendeu frutos: ao todo, foram arrecadados 540 livros infantis, repassados oficialmente à Acase durante a Feira Literária. A presença da Acase no evento foi marcada pela Tenda do Acolhimento, espaço onde a instituição pôde divulgar suas atividades, apresentar o impacto de seus projetos e dialogar com o público. Voluntárias da associação distribuíram mais de 300 encartes de apresentação, enquanto a Lojinha da Acase ofereceu ao público camisetas, ecobags, canetas e livros institucionais, com vendas integralmente revertidas ao trabalho da instituição. Monique Olivieri, diretora de eventos da Acase, celebrou a parceria com entusiasmo: “Estamos muito gratos ao colégio Mackenzie, em especial à coordenação da Educação Infantil, destacando a pessoa da Laura, coordenadora, por ter nos aberto a porta para divulgar o trabalho da ACASE. Isso é muito importante para a instituição e, creio eu, ajuda também as crianças, ainda tão pequenas, a formarem uma consciência cristã e humana de amor ao próximo”. A iniciativa reforça como ações simples, como a doação de um livro, podem gerar impacto significativo — tanto em quem doa quanto em quem recebe. Ao unir educação, solidariedade e literatura, o projeto Sou Mackenzista e faço a diferença mostra que cultivar valores sociais começa desde cedo e rende frutos para toda a sociedade.

Presidente da Acase participa de curso intensivo de Capelania Hospitalar em São Paulo e visita casa de apoio

Marco Antônio Rosas Entre os dias 1º e 4 de maio, o presidente da Acase, Anderson Olivieri, participou do Curso de Capelania Hospitalar Nível 1, promovido pela Associação Capelania na Saúde (ACS), em São Paulo – SP. O treinamento foi realizado sob a direção-geral de Eleny Vassão, referência nacional no campo da capelania hospitalar. Com mais de 40 anos de atuação em hospitais paulistanos, Eleny Vassão é capelã, escritora e autora de dezenas de livros que abordam sobre o cuidado da alma no ambiente hospitalar. Durante os quatro dias de curso intensivo — das 8h às 18h —, foram ministrados diversos módulos voltados à formação de capelães voluntários, com foco no acolhimento integral do paciente e na atuação sensível e ética nos hospitais. Entre os temas abordados estiveram: Teologia do sofrimento; O que é um hospital; Relacionamento com o profissional da saúde; Visão geral da capelania hospitalar; Quem é o paciente; Normas para visitação hospitalar; A igreja na assistência domiciliar; As bases do aconselhamento bíblico; Preparo emocional do visitador; Noções básicas sobre Cuidados Paliativos; Artesanato no hospital; Aprendendo a ouvir; e Ética cristã. Para Anderson Olivieri, a experiência foi transformadora: “Foram quatro dias incríveis. A capacidade técnica de todo o time da ACS é altíssima. Foi um privilégio ouvir a Eleny nesses dias, maior autoridade no Brasil em capelania hospitalar, bem como todos os demais palestrantes, que demonstraram profundidade de conhecimento nos temas”, afirmou. Ele também destacou a importância prática da formação para o trabalho já desenvolvido pela Acase: “Tenho certeza de que muita coisa aprendida aqui será aplicada na Tenda do Acolhimento, assim como em todos os programas da Acase. E espero continuar tendo a possibilidade de beber nessa fonte incrível que é a ACS. Temos, na Acase, muito a aprender com eles”, completou. Generosamente, no último dia de palestras, a coordenadora Eleny Vassão convidou o presidente da Acase para contar aos colegas sobre o trabalho desenvolvido em Brasília pela instituição. Anderson Olivieri aproveitou a oportunidade para relatar a história que motivou a criação da Acase e, em seguida, explicou como acontece o acolhimento hospitalar realizado pela instituição. “Senti-me honrado com o espaço cedido pela Eleny, que é exemplo não só de profissionalismo como de doçura e sensibilidade”, pontua Olivieri. A Associação Capelania na Saúde (ACS) oferece cursos presenciais e on-line voltados a todos os interessados em atuar como capelães hospitalares ou aprimorar seus conhecimentos sobre cuidado espiritual e emocional no contexto hospitalar. Mais informações podem ser encontradas no site oficial da instituição: https://capelanianasaude.org.br. Casa do Aconchego Em 30 de abril, um dia antes do início do Curso de Capelania Hospitalar Nível 1, o presidente da Acase, Anderson Olivieri, visitou a Casa do Aconchego, que é uma casa de apoio para famílias com filhos em tratamentos hospitalares em São Paulo. Sandra Tenório, coordenadora da Casa, foi a responsável por acompanhar o líder da instituição brasiliense na visitação. Ela descreveu em detalhes todas as atividades desempenhadas pela Casa do Aconchego, que é vinculada à Associação Capelania na Saúde, além de ter percorrido as dependências do local com o presidente da Acase. “Esta Casa é referência no Brasil entre as casas de apoio para atendimento extra-hospitalar às crianças com doenças graves. Estar aqui, para nós, que temos sonhos grandiosos para a Acase, inclusive de construção de uma casa para essa finalidade, é motivo de alegria. Todos que fazem a Casa do Aconchego estão de parabéns”, declarou Anderson Olivieri. A Casa do Aconchego está localizada na Rua Veríssimo Glória, 126, em Sumaré, São Paulo.

“Mesa Acolhedora”: sopas, palavras e orações aquecem corações no HMIB

Ação noturna da ACASE atende pacientes vulneráveis com alimentação e acolhimento no pronto-socorro …………………….Túlio Vieira……………………. Em meio ao frio típico da Capital Federal nos meses de maio e junho e à espera silenciosa dos corredores do Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB), um novo gesto de solidariedade tem feito diferença na vida de muitos. Desde o dia 23 de maio, quinzenalmente, às sextas-feiras, voluntários da Associação Cristã de Assistência Social e Espiritual chegam ao local com panelas fumegantes, corações dispostos e mãos estendidas. Este projeto criado no mês de maio inclusive já ganhou status de programa da Acase e passa a ocupar o calendário fixo de atividades da entidade, que já conta com Tenda do Acolhimento, Ler é um remédio, Casa de Jairo e Ajudando a salvar vidas, uma gota de cada vez. O novo programa, chamado “Mesa Acolhedora”, nasceu do desejo de oferecer mais do que uma refeição: ser uma presença amiga, uma escuta atenta, um abraço em forma de oração. As ações acontecem no período noturno, em frente ao pronto-socorro do HMIB, quando o frio aperta e a fome se junta à angústia de quem espera atendimento, muitas vezes por horas a fio. Em cada edição do Mesa Acolhedora, são entregues em média 140 porções de sopa ou canja, cuidadosamente preparadas e servidas por um time de pelo menos 7 voluntários. Além do alimento, eles oferecem palavras de encorajamento e orações a quem deseja, promovendo acolhimento espiritual e emocional. “A sopa veio em uma hora abençoada”, disse dona Maria do Rosário, de Luziânia (GO), que aguardava atendimento para a neta de três anos. “A gente chega aqui sem saber quanto tempo vai esperar, e sem dinheiro para comprar comida nesses lugares caros do Plano Piloto. E esses dias têm sido tão frios… foi um alívio no corpo e no coração.” Segundo os organizadores da ACASE, a escolha do HMIB como ponto inicial do projeto se deu justamente pelo fluxo constante de pacientes vulneráveis, especialmente mulheres, crianças e acompanhantes que passam a noite no hospital sem acesso a alimentação adequada. As lanchonetes da região fecham cedo, e muitas famílias vêm de longe, sem condições de se alimentar enquanto aguardam. “Queremos levar não só o alimento, mas também um pouco de fé e esperança. Às vezes, uma palavra faz mais diferença do que a própria sopa”, diz Suelene Castro, voluntária que, na estreia do programa, preparou a sopa e ainda marcou presença na distribuição. Daniella Heloísa, filha de Suelene, concorda com a mãe: “É com o coração transbordante que estamos aqui para trazer comida, mas vai muito além disso. Nosso principal objetivo é anunciar Cristo por meio da ação”. O Mesa Acolhedora é para todos. Uma das grandes alegrias da ACASE nesse programa é também poder servir os colaboradores do Hospital. Funcionários responsáveis pela segurança, limpeza e servidores administrativos da unidade são frequentemente vistos na fila da sopa. Com a chegada do inverno, a ação tem sido vista como providencial. A expectativa da ACASE é distribuir, até o final do ano, mais de duas mil porções, para que, assim, mais corações sejam aquecidos — por dentro e por fora.

Abraços que curam: ACASE leva afeto ao HMIB no Dia do Abraço

Em ação especial, voluntários ofereceram abraços e acolhimento a pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde …………………….Túlio Vieira……………………. Em um lugar marcado pela espera, pela dor e pela esperança, um gesto simples reacendeu sorrisos e emocionou pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde. Em homenagem ao Dia do Abraço, comemorado no dia 22 de maio, a Associação Cristã de Assistência Social e Espiritual (ACASE) promoveu uma ação especial de carinho e acolhimento no Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB). Dez voluntários se espalharam pelo hospital segurando cartazes com frases como “Posso te dar um abraço?” e “Aceita um abraço?”. O resultado foi um festival de sorrisos e encontros comoventes. A receptividade foi imediata: a maioria dos que passavam não hesitava em abrir os braços e receber o gesto afetuoso, em meio à rotina tensa e, muitas vezes, angustiante de quem está em um hospital. “Foi o abraço que desejei mais cedo, pouco antes de levantar, tanta era a minha aflição e que agora, poucas horas depois, recebo com os olhos marejados de emoção”, comentou Marli Cunha, que acompanhava a neta em consulta de rotina com nefrologista. “A gente realmente se sente percebida, é como se Deus mandasse alguém para nos lembrar que não estamos sozinhos”, ela completou. A iniciativa foi pensada como uma forma de transmitir amor, empatia e conforto em um ambiente onde gestos como esse fazem toda a diferença. De acordo com o vice-presidente da ACASE, Yan Victoria, o abraço é uma forma poderosa de comunicação não verbal, que transmite apoio e solidariedade sem precisar de palavras. “Queríamos marcar esse dia com algo simbólico, mas profundo. Um abraço pode mudar o clima de um lugar, e vimos isso acontecer hoje”, afirmou Márcia Olivieri, uma das voluntárias da ação. “Teve gente que se emocionou, que agradeceu com lágrimas nos olhos. É bonito ver o quanto o carinho gratuito ainda toca as pessoas.” A ação se somou às demais iniciativas da ACASE no HMIB, como os programas Tenda do Acolhimento, que acontece às segundas, quartas e quintas-feiras pela manhã; o Ler é um remédio, de distribuição gratuita de literatura a crianças, jovens e adultos; e o recém-criado Mesa Acolhedora, que oferece sopas e palavras de conforto aos pacientes durante a noite (págs. 8 e 9). A instituição tem se consolidado como uma presença de cuidado integral — corpo, mente e espírito — entre os que mais precisam. Entre um abraço e outro, ficaram as memórias de encontros breves, mas significativos. E a certeza de que, muitas vezes, o que mais precisamos não custa nada — apenas um pouco de atenção e braços abertos.