Presidente da ACASE lança livro em que conta a história que resultou na criação da Associação

Mariana Carvalho “Chuva significa benção”. A frase, um tanto animada, foi anunciada por Suelene Rodrigues, assim que chegou ao Parque da Entrequadra 104/105 Sul, para prestigiar o lançamento do livro Em nome do filho: Uma história real sobre fé, chamado e cura, de autoria do jornalista e presidente da Associação Cristã de Assistência Social e Espiritual, Anderson Olivieri. A céu aberto, o evento aconteceu no dia 23 de março, das 16h às 18h30. Sobre Brasília, nesse dia e horário, caía uma chuva típica do período. Porém, de modo surpreendente, mais de cem pessoas – algumas com guarda-chuvas, outras expostas ao insistente chuvisco – passaram pelo local para prestigiar o lançamento e garantir exemplares do livro, que é o 11º do presidente da ACASE. A presença de tanta gente emocionou o autor: “Trinta minutos antes de começar, considerei adiar o lançamento. A chuva não parava, e eu só pensava no sacrifício que imporia aos que insistissem em aparecer. A minha esposa me convenceu a manter o evento. Ainda bem, porque vivi uma das tardes mais lindas da minha história”. Anderson Olivieri explica o porquê: “As pessoas começaram a chegar com uma alegria no rosto que, confesso, me surpreendeu. Eu me senti muito amado, porque percebia, nas expressões, que elas estavam ali contentes, em celebração conosco por tudo o que passamos na família ter terminado bem e, ainda por cima, ter resultado num livro”. Um dos presentes à tarde de lançamento de Em nome do filho: Uma história real sobre fé foi Yan Victoria, secretário-geral da ACASE. “Foi incrível. O sentimento não poderia ser outro senão de gratidão ao Senhor pela fidelidade dEle. Mesmo com um clima desfavorável, as pessoas, além de comparecerem, enfrentaram fila para cumprimentar o autor, receber uma dedicatória e, depois, ainda continuaram no evento conversando e se alegrando.”, ele conta. O escritor Danilo Gomes, membro da Academia Brasiliense de Letras, também compareceu ao lançamento do livro. Ele garante que nada o impediria de estar ali, prestigiando amigo e autor Anderson Olivieri: “Houve só um chuvisco. Eu viria ao lançamento nem que fosse debaixo de temporal. O livro narra uma história que nos impressiona e nos faz aumentar a fé em Deus”. O cantor gospel Dércio Bahule, de Moçambique, ao estilo voz e violão, animou o ambiente com músicas que foram importantes durante o processo descrito pelo autor no livro. Outra atração foi a presença do Tio Carlos, pipoqueiro que, com suas saborosas pipocas de sal e doce, garantiu ainda mais alegria a crianças e adultos. Somente às 18h45, com o parque já escuro, o autor assinou a última dedicatória “Missão cumprida, para a glória de Deus”, declarou Olivieri ao autografar o último exemplar. O livro Entre julho e novembro de 2023, Anderson Olivieri gastou, em média, duas horas diárias para escrever o livro Em nome do filho: Uma história real sobre fé, chamado e cura. De acordo com o autor, não foi um trabalho simples: “É um livro de memórias, com um recorte temático bastante claro: a descoberta de um câncer no meu filho e a minha reaproximação de Deus a partir desse evento. Escrever certas passagens foi como reviver a dor e o medo daqueles momentos, isso realmente não é fácil”. Mas Olivieri faz questão de ressaltar que há o outro lado da história – este de agradável lembrança. “Nem tudo foi dor nesse processo de escrita. Se por um lado havia os momentos críticos, amargos, por outro, havia o doce sabor de lembrar e registrar os feitos de Deus, de como me senti carregado no colo pelo Senhor durante a enfermidade do meu filho”, ele pontua.Em nome do filho: Uma história real sobre fé, chamado e cura pode ser adquirido no site da Amazon ou via WhatsApp, pelo número (61) 99870-0333. Toda a renda do livro é revertida para os trabalhos de acolhimento social e espiritual da ACASE.

Doe abraços

Ontem, em nosso trabalho de acolhimento no Hospital Materno Infantil de Brasília, abordamos uma mãe cujo filho padece de paralisia cerebral. É uma criança totalmente dependente desta mãe, que não tem ninguém em Brasília para apoiá-la, a não ser poucos amigos. Oferecemos a ela a estrutura da ACASE para alguns suportes materiais, como o de uma cesta básica mensal. Esta mãe, evidentemente, não trabalha, sobrevivendo de benefício assistencial do governo. Mas ela nos confessou, emocionada, que sua maior carência, naquele momento, era emocional. Sentia-se esgotada, triste, tomada de medos, sobretudo o de adoecer e não ter quem cuide do filho. Oramos com essa mãe e a abraçamos. Há dias – e estes são muitos – em que nossas cestas são bem menos desejadas que os nossos abraços. Não é diferente à nossa volta no dia a dia. Doe abraços. Anderson OlivieriPresidente da ACASE

Entrevista: Élcio Lourenço

Além de oferecer oração e palavras de acolhimento, os voluntários da ACASE presenteiam as pessoas abordadas no Hospital Materno Infantil de Brasília com um livro de mensagens cristãs, o Deus pensa em você. A nossa reportagem entrevistou o autor dessa obra, o pastor Elcio Lourenço, que, além de se dedicar ao ministério do ensino da Palavra de Deus, é engenheiro especializado em planejamento urbano e já ocupou importantes cargos federais e distritais, inclusive o de Secretário de Transportes do Distrito Federal. Confira a entrevista: xxx ACASE: Quando escreve livros como Deus pensa em você, o público hospitalar é um dos principais alvos de leitura do senhor?Elcio Lourenço: Nossos livros são distribuídos por pessoas que mantêm contato conosco na igreja e fora dela. Por esta razão, embora tenhamos uma quantia entregue para os que estão com câncer em tratamento no Hospital de Brasília, e para presídios, não temos um alvo único, o que leva tais livros a qualquer local. ACASE: De que forma, o livro Deus pensa em você pode abençoar alguém que vive a aflição de uma doença ou o drama de uma internação?E.L: Quando preparamos nossos livros, não temos ideia de que estará ajudando a esta ou àquela pessoa diretamente, pois já houve os mais variados efeitos. De qualquer forma, como eles nada mais são que a Palavra de Deus, com um breve comentário simplificado, isto tem servido de alento a pessoas que estão enfrentando crises, inclusive por doença. ACASE: Certamente, chega ao conhecimento do senhor, com frequência, relatos de pessoas enfermas em hospitais impactadas pela leitura dos seus livros. Como se sente quando isso acontece?E.L: Realmente já recebemos todo tipo de relato. Entretanto, confesso que não tenho maior reação diante disso, não por ignorar seu valor, mas isto é o que se espera de algo que Deus levou a acontecer. ACASE: Deus pensa em você é o seu último livro e já está em 2ª edição. Quantos são os títulos até hoje publicados? Tem ideia de quantos livros ao todo já distribuiu ao longo dos anos?E.L: Já escrevi quinze livros, sendo quatorze publicados. Não mantenho uma verificação formal de quantidade, mas levando em consideração as tiragens entre 5 mil e 10 mil por edição, e o número de edições temos seguramente mais de 600 mil exemplares distribuídos. ACASE: O senhor, além de escritor, é pastor batista. Há quantos anos exerce o ministério?E.L:Seria bom entender que eu sou um profissional da área da engenharia, com especialidade em planejamento urbano, com Mestrado na Inglaterra, tendo atuado sempre no governo, pois é ele que planeja e realiza os projetos de transportes urbanos. Minha ação no meio evangélico nunca foi meu projeto, nem meio de vida, mas em 1968 fui consagrado pastor na Igreja dos Templos Mundiais, que não mais atua no Brasil, quando passei a frequentar a Igreja Batista, sendo consagrado, mais uma vez, em 1980, pois não havia mencionado ali que era pastor. O ato de escrever teve início com uma tentativa, que acabou tendo sequência, mas não sou escritor, só reproduzo o que o Chefe me ensina. ACASE: Certamente já realizou muitas visitas em hospitais para orar por enfermos e levar o Evangelho. Que conselho daria às pessoas dedicadas a esse ministério em hospitais?E.L: De fato, já estive em hospitais e presídios, além de outros locais onde estão pessoas com problemas sérios, embora não tenha me dedicado tanto a este segmento, possivelmente pela falta de mais tempo. De forma simples diria que aquele que faz uma visita precisa ter em mente que não está em uma igreja e que as pessoas que ali estão enfrentam uma situação muito triste que abate sua animação de maneira total. Diante disso, não deve agir como pregador, exortando pessoas, mas levando uma palavra simples, trazendo animação e esperança, para o que Deus estará pronto a ajudar essas pessoas, e, se for aceito, orar em favor delas. ACASE: Sabe-se, em Brasília, que os livros do senhor circulam por hospitais, presídios, asilos, albergues públicos. O que representa para o senhor, do ponto de vista ministerial, esse alcance amplo em locais onde a sede por Deus é grande?E.L: Na atividade ministerial, minha missão é de mestre, portanto procuro orientar os que já aceitaram a Jesus, sendo que, no caso dos livros, tenho consciência que estamos atingindo pessoas que, de forma geral, não iriam a uma igreja, de modo que é uma nova oportunidade. ACASE: Há algum novo projeto literário sendo preparado?E.L: Tenho um livro pronto, mas a fase de revisão e edição é bem mais longa e difícil que a própria criação, de tal forma que não tenho data para lançamento. Quanto a novas criações, tudo depende de um tema válido. ACASE: Deixe uma mensagem aos associados da ACASE que têm se dedicado ao acolhimento e evangelismo no HMIB.E.L: Chama a atenção o fato de que a verdadeira mensagem de redenção não está ligada a igrejas, mas aos contatos que os já salvos mantêm fora dela.Diante disso, ainda que algumas vezes as ações de grupos, aparentemente informais no contexto religioso, possam parecer menos efetivas, elas possuem um efeito que somente será entendido na eternidade.

A frase-tudo

(Editorial da edição nº. 1 do Jornal da ACASE) “Só Deus mesmo!” é, para mim, a frase-tudo. Por isso faço questão de cunhá-la na abertura do editorial do primeiro número do Jornal da ACASE. A ideia é emprestada do poeta Carlos Drummond de Andrade, que definiu lindamente “gratidão” como “essa palavra-tudo”. O poeta revelou como compreende a gratidão em uma crônica de despedida, publicada em setembro de 1984, no Jornal do Brasil. Quanto à minha “frase-tudo”, descobri-a entre novembro de 2022 e março de 2023. Nesse período, Daniel, meu filho de três anos de idade, foi diagnosticado com um câncer na região sacrococcígea. Corri para o único lugar onde o desespero não podia me tocar: os braços de Deus. Só Deus mesmo para nos sustentar nessa situação (olha a frase-tudo aí!). E Ele, em minha dor, efetivamente foi tudo isto: amparo, refúgio, consolo, proteção, amor. Senti-me amado por Deus de uma forma constrangedora. Não demorou para o amor me ser, além de ofertado, ensinado, cobrado. E é aí está o embrião da ACASE. Porque houve um dia, nesse processo da enfermidade do Daniel e abraço do Todo-Poderoso, em que Ele sussurrou para mim um de seus mandamentos: ame o próximo! Não ficou “só” nessa advertência. Depois desse dia, vieram – da parte d’Aquele que é amor – reiterações do mandamento. Mas um dia o sussurro soou diferente. Foi em fevereiro ao sair do Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB) com o meu filho no colo, após extração de pontos cirúrgicos. Deus me chamou ali para uma missão: acolher, uma vez por semana, no estacionamento do hospital, pessoas em situação hospitalar. A ordem era orar por elas; ouvi-las; abraçá-las; anunciar-lhes o Evangelho; amá-las em Cristo. Obedeci. Lembro-me bem do primeiro homem a quem abordei. Estava ali por causa da filha de oito anos, internada desde a madrugada com dores abdominais severas e ininterruptas. Os gritos da garota podiam ser escutados de onde estávamos, no estacionamento. Àquela altura, os médicos já decidido pelo procedimento cirúrgico. Orei com aquele homem no estacionamento. Além de paz ao coração dos pais e provisão em relação às dores da garotinha, pedi a Deus pela cura dela, se essa fosse a Sua vontade. Despedi-me do homem naquela manhã, antes pedindo-lhe um contato telefônico. Queria notícia da garotinha, por quem, prometi, continuaria orando. Na tarde daquele dia, procurei-o, perguntando se a cirurgia já havia acontecido e se a garotinha sentia-se melhor. Ao me responder, suas primeiras palavras foram: “Só Deus mesmo”. Disse isso para depois me anunciar que os médicos estavam decididos a mandar a menina para casa. Ela estava rindo pelos corredores do hospital, sem as dores lancinantes. Ao terminar de ouvir a mensagem, não tive dúvidas: Deus havia operado um milagre. Não por mim, nenhum mérito eu tinha nisso, mas pelo poder e bondade Dele. Vivemos diversas experiências desse tipo em 2023. Até o lançamento desta primeira edição do Jornal da ACASE, já somamos mais de 100 orações realizadas no HMIB; quase 150 vidas apresentadas a Jesus; mais de 70 livros devocionais do pastor Élcio Lourenço entregues gratuitamente a pessoas em situação hospitalar; diversas visitas a leitos de crianças internadas; além da doação de remédios, cestas básicas, roupas e instrumentos de trabalho a pessoas carentes conhecidas a partir das visitas ao HMIB. Em dezembro do ano passado, recebemos a direção de Deus para estruturar esse trabalho a partir de uma associação. Surgiu então a ACASE, que já conta com o suporte de alguns colaboradores voluntários, mantenedores e intercessores. Precisamos, ainda, aumentar o time de apoio nessas três áreas. Por isso, desde já, deixo o convite a você, leitor deste jornal, para que se una a nós nesta missão de amor. Com presença em nossas atividades no hospital, com doações ou com orações de intercessão, você nos ajudará na realização de todos os projetos audaciosos que estabelecemos para 2024. E, claro: a você que se sentiu motivado a nos ajudar, nossa gratidão, “essa palavra-tudo”. “Só Deus mesmo” para lhe recompensar e revelar o quanto amar o próximo nos aproxima de Deus. Um abraço, Anderson OlivieriPresidente da ACASE