Ontem, em nosso trabalho de acolhimento no Hospital Materno Infantil de Brasília, abordamos uma mãe cujo filho padece de paralisia cerebral.
É uma criança totalmente dependente desta mãe, que não tem ninguém em Brasília para apoiá-la, a não ser poucos amigos.
Oferecemos a ela a estrutura da ACASE para alguns suportes materiais, como o de uma cesta básica mensal. Esta mãe, evidentemente, não trabalha, sobrevivendo de benefício assistencial do governo.
Mas ela nos confessou, emocionada, que sua maior carência, naquele momento, era emocional. Sentia-se esgotada, triste, tomada de medos, sobretudo o de adoecer e não ter quem cuide do filho.
Oramos com essa mãe e a abraçamos.
Há dias – e estes são muitos – em que nossas cestas são bem menos desejadas que os nossos abraços.
Não é diferente à nossa volta no dia a dia. Doe abraços.
Anderson Olivieri
Presidente da ACASE
